Por que não somos patriotas?
Não somos patriotas. Isso é fato. Não importa o quanto você ou seu vizinho ficam revoltados com essa afirmação, é fato.
Na maior cidade do país o que vemos é um aglomerado de japoneses, árabes, chineses, indianos, italianos e pessoas das mais diversas origens.
No sul o que vemos são alemães, italianos, austríacos e outras descendencias européias.
Na bahia o que vemos são descendentes de africanos aos montes.
Nenhum outro lugar do mundo possui uma gama tão grande de raças miscigenadas, o que é interessante mas muito confuso pois temos brasileiros descendentes de europeus que amam mais a Europa que o Brasil, mas na maioria das vezes nunca pisou no velho continente, descendentes de africanos que amam mais a África que o Brasil, mas na maioria das vezes nunca chegou nem perto da África, e isso se repete com cada cultura, seja ela oriental ou ocidental.
Fora a crise de identidade dos brasileiros há também a crise da legitimidade. Veja só:
O Brasil é o país do __________!!!
Sem pensar mais de uma vez voce já leu futebol, não foi? Acertou, o Brasil é o país do futebol, a palavra abrasileirada futebol, mas o esporte mesmo teve sua origem na Inglaterra até onde eu saiba. Traduzindo, o Brasil é o país de uma coisa que não nasceu nele, que não é legitimamente dele.
Concordo que o Brasil seja o país do Samba, do Forró, da Feijoada, do Axé e de outros rítmos, comidas, palavras e etc., mas do Futebol, ah mas não é mesmo…
Outra coisa que verificamos quando nos lembramos do período colonial é que a maioria dos nossos antepassados vieram fugindo de alguma coisa, expulsos, escravizados, arrastados, querendo ouro, querendo diamantes, querendo indias, querendo… tudo, menos criar um país, um lar, um lugar para viver, e foi assim que crescemos.
Somos patriotas na época da copa, quando algum atleta se destaca em algum outro esporte, ou quando um filme concorre ao Oscar, mas no cotidiano não chegamos nem perto de sermos patriotas.
Talvez dentro de uns 500 anos a misture fique homogênea e tenhamos uma raça legitimamente brasileira, uma cultura una e um povo legitimamente brasileiro, descendente de brasileiros natos. Não me refiro apenas à cor da pele, olhos ou cabelos, mas de uma questão cultural que divide, bagunça confunde e faz que nós não tenhamos uma pátria, apenas um país de nascimento.
Add comment 3 dUTC Março dUTC 2009
Por que me tornei à favor da Pena Capital, ou Pena de Morte
Olá,
Sou Felipe Stanzani. Além de autor desse blog eu já escrevi outros que fechei por obsolecência. Possuo apenas 2 e-mails: um pessoal, outro do trabalho. Estes são mais que suficientes para mim, acredito que seja para qualquer pessoa. Possuo uma conta gratuita no flickr, no msn, esta do wordpress e mais algumas que não me recordo no momento.
Gosto de música, filmes, história, fotos e diversas outras coisas, além de computadores.
Sou analista de sistemas, funcionário público.
Ganho o suficiente para sobreviver e agradar um pouquinho à minha família e namorada, ajudando-os com pouco, mas ajudando.
Minha família é uma família boa. Não é das mais tradicionais. Não possui nomes vultosos ou poderosos. Não é rica em posses, temos mais uns aos outros que qualquer outra coisa. O resto nos levamos à frente como maioria das famílias brasileiras.
Nunca tive dinheiro, mas nem por isso me faltou tudo o que era necessário, mas também não me foi permitido ter mais que isso também. Exceto uma vez ou outra em que pude ganhar um presente um pouco melhor. Nem sempre era o que eu gostaria ou queria, mas me deixava feliz por ter. Já me deixou feliz não ter também, pois sabia que não podia, mas ao menos eu tinha uma casa para morar e comida na mesa.
Não tenho medo de trabalho e não tenho medo de pedir um se eu precisar. E até gosto de trabalhar.. assim meu dia passa mais rápido, eu me sinto mais útil e meus momentos de lazer se tornam mais apreciáveis.
Estudei em escolas particulares de ótima qualidade. Foi o que meu pai pode me dar, foi o que ele queria que meu avô tivesse dado à ele. Não me deu muito mais que isso, mas isso foi o melhor que eu poderia ter ganhado, além da coragem e da força de vontade.
Comecei uma faculdade de direito e deixei pouco tempo após iniciado pois não me sentia vocado para isso e divergiam as opiniões entre eu e as leis absurdas e não funcionais desse país. Logo passei à fazer ciência da computação na faculdade que abriu na minha cidade. Não tinha começado antes pois não consegui vir para a capital estudar na federal e nem tinha dinheiro para vir estudar numa particular, e na minha cidade não tinha curso de Ciência da Computação. O direito parecia uma solução para eu não estacionar, e a faculdade de Ciência da Computação foi um alívio para um possível desvio de percurso.
Eu tive um bom desconto para estudar pois havia sido o primeiro colocado no vestibular.
Ao chegar na metade do curso eu percebi que nem a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, nem a faculdade UNES poderiam me dar o que eu precisava. Aquilo era demasiadamente pequeno e fraco para minhas necessidades. Logo Vitória, a Capital do Estado do Espírito Santo, me parecia o melhor lugar para eu tentar fazer minha vida. Então me comprometi de buscar um trabalho para mim e pagar meus estudos e assim fiz… Transferi meu curso para a FAESA e fui trabalhando para pagar meus estudos e meu pai ia me ajudando o quanto ele pode.
Quando meu pai não pôde mais eu quis trancar meu curso, mas minha família colocou as mãos sob meus pés e me levantou, me deu força. Cada um deu um pouco e depois consegui um trabalho melhor e ficou a gratidão do que me fizeram.
Passei dificuldade para conseguir o que consegui. Ainda não consegui tudo o que queria, mas consegui muito mais que muita gente esperava. Enfrentei preconceitos de pessoas que me desejavam o mal (elas estão por toda parte) e passei dificuldades financeiras, além da distância da minha família.
Houveram momentos que deixei de comer pois não tinha como fazê-lo.
Houveram momentos que não pude ter nada (esses foram minha vida quase toda), pois não podia ter.
Houveram momentos em que vi minha família sofrendo (e sofrendo muito).
Eu passei por tudo isso. Se Deus quiser não passarei por mais nada disso, pois me lembro dessas coisas sempre e tenho plena conciência de como é doloroso e difícil passar por isso tudo.
Agora que estou podendo começar a sonhar com a construção da minha vida, mesmo achando que vou demorar muito pra conseguir uma casa ou carro, ou mesmo uma moto, estou podendo comprar algumas coisinhas que ficaram reprimidas durante toda minha vida, coisas das quais abdiquei a vida toda por alguma necessidade maior. Não estou rico. Ganho pouquissimo mais que o que eu preciso pra sobreviver.
Ontem eu comprei um celular para mim pois o meu está bem ruim. Hoje eu fui assaltado.
O FILHO DA PUTA ME LEVOU O CELULAR E MAIS R$ 40,00.
Eu trabalhei para comprar. Eu sofri uma vida para comprar. Eu lutei pra ter condições de comprá-lo. Um homem qualquer que não me conhece, que não sabe nada que passei, que não sabe quanto custou conseguir aquela pouca coisa levou de mim o que eu tive dificuldades para conseguir.
Obrigado. Agora lutarei para que você, ladrão filho da puta, morra. Que você tenha o que você merece. Sabe por que, ladrão filho da puta?
Por que eu sei que se você apenas for preso, você vai ser solto logo depois.
Por que eu sei que você vai ensinar a outros a maldita arte de surrupiar o alheio.
Por que eu sei que eu provávelmente não fui o primeiro a ser assaltado pelas suas malditas mãos.
Por que eu provávelmente não serei o último.
Eu quero que o Brasil seja IGUAL a China ou Rússia, onde um vagabundo como esses não vai custar nada para o governo. Pois no Brasil um vagabundo como esses custa mais que um universitário. Na verdade por que são doutores. Vão para os presídios para se aperfeiçoarem em tirar de pessoas e bem o que elas sofreram ou lutaram para conseguir. Pois eles tiram de pessoas de bem o que elas conseguiram com trabalho e garra, e utilizam de tais coisas sem saber quanto custam.
No Brasil uma menina é sequestrada e a polícia luta para que a integridade de todos seja mantida, inclusive do bandido, do sequestrador. Na Rússia a polícia cuida pra que o bandido filho da puta MORRA, doa a quem doer, inclusive aos sequestrados. Lá o bandido se fode de qualquer jeito. Se ele sequestra não há negociação, há invasão e ele MORRE. Lá um cara só sequestra se quiser se vingar e cometer suicídio. Lá os indices de sequestro são infimos.
A pena de morte não vai resolver tudo. Claro que não. Mas a falta dela é insustentável!
O sistema penintenciário brasileiro não reabilita ninguém, só traz aos presos um pouco mais de raiva, ódio, coragem. Estes mesmo assim custam mais que estudantes universitários.
As penitenciárias estão lotadas.
A polícia não consegue tomar conta dos seus cidadãos. São policiais despreparados. É uma polícia sem armas. É uma polícia que muitas vezes não tem dinheiro para abastecer suas viaturas. São policiais que ganham mal e acabam se corrompendo.
Além disso o governo numa atitude ridícula e descabida tornou praticamente impossível o porte de armas no Brasil.
Cara! Eu to muito revoltado! Muito mesmo!
Eu quero ter uma arma e matar bandido!
Eu quero ver o sangue deles jorrando!
Me perdôem os caras dos direitos humanos, mas esses caras NÃO SÃO HUMANOS. Eles não merecem nem a sociedade protetora dos animais. Eles merecem um descanso agradável nos braços do mestre dos anjos decaídos.
Boa noite. Esse é meu manifesto de revolta.
Add comment 2 dUTC Fevereiro dUTC 2009
Cold Play plagiando Satriani?
Uma coisa que é mais que sabida por todos os músicos que se prezam é: Satriani foi o primeiro guitarrista a conseguir vender discos instrumentais de guitarra na história.
Outra coisa que dizem as más linguas é que o Cold Play queria, mas queria muito, ser o U2, e daí seu estilo é bem parecido com o da banda irlandesa.
Pelo que parece eles não querem apenas ser o U2, mas sim copiar na cara dura qualquer coisa que seja legal. Pelo menos foi isso que fizeram com a música “If i could fly” do Joe Satriani na música “Viva la Vida”.
O Satch já está processando os caras pela música e quer ser ressarcido por TUDO o que a música já gerou de lucro, e além disso por danos morais e tchatchatchá…
Cenas do próximo capítulo:
1 comment 7 dUTC Dezembro dUTC 2008
Começando a dissecar o Zeebo
Pessoal encontrei pela wikipedia o manual do zeebo.
No meio das minhas pesquisas descobri algumas coisas: o processador ARM utilizado no Zeebo é de arquitetura RISC, o que é um pouco melhor no quesito desempenho, sendo assim, os pouco mais de 500 Mhz serão um pouco mais bem utilizados.
A GPU parece ser um projeto feito para celulares (pela Qualcom) e isso é bem extranho, pois o SO do Zeebo é em cima do Brew, tecnologia da Qualcom que equipava celulares CDMA quando a Vivo ainda se vangloriava do CDMA, e que pretendia concorrer com o J2ME (Java pra celular). Isso mostra que a Qualcom está mudando um pouco seu foco… ou que o zeebo é mesmo mto ruim (se a primeira for falsa).
Pelo manual detectamos uma interface gráfica bastante inspirada no IPhone. Vale ressaltar que isso é ainda mais reforçado quando nos lembramos que o Zeebo é um celular. Não que vá ser possível fazer ligações, mas o mesmo estará ligado à rede 3G da Claro, e para tanto o mesmo será um celular.
Add comment 21 dUTC Novembro dUTC 2008
O Zeebo vai dar Zebra?
Na última semana me intrigou a audácia da TecToy. A mesma está disposta (e vai) a lançar um videogame totalmente novo, independente e com um conceito inovador: O Zeebo.
- O nome é meio assim assim (pronuncia-se “zibo”), pra mim parece nome de robozinho pra criança.
- O design é bonito e a logo é bem bolada.
- A idéia da rede 3G é intressante e segue um modelo inovador.
- O controle não me agradou muito quanto ao quesito design/inovação.
A grande promessa do brinquedo está na conexão 3G, que segundo o fabricante, será em parceria com a Claro e será gratuita, ou seja, os jogos serão distribuídos por esta rede e sem mídia física. Essa proposta essencialmente é uma tentativa de combater a pirataria. (mais…)
2 comments 17 dUTC Novembro dUTC 2008
Aroldo Sampaio e outros
Olá galera leitora daqui!
Os que me conhecem sabem que sou roqueiro, louco por guitarra… é uma paixão que só não recebe mais dedicação por falta de tempo e principalmente $$$ (tudo, TUDO para música é caríssimo).
Infelizmente, junto a mais alguns milhões de amigos compartilho a tristeza de viver num país que é um celeiro de boa música, porém predomina o Axé, o Eletrônico de Favela (o que eles ousam chamar de Funk), Sertanejo entre outros ritmos e estilos. Não quero de forma alguma fazer desmerecer a estes, porém, apenas estou expressando a angústia de me sentir deslocado por não gostar quase nada disso, ter poucos eventos voltados aos meus estilos favoritos (rock, blues, funk de verdade, …) e ainda sofrer o preconceito do povo sem educação desse país (é duro mas é a verdade).
Nesse meio todo surgem sempre alguns músicos autenticos, com um estilo próprio, mas que acabam não tendo seu mérito reconhecido pelas massas (é o que eu falei antes). Um desses músicos é meu amigo Aroldo Sampaio.
Aroldo mora em Cachoeiro de Itapemirim-ES, terra do fuckin damned “Rei” Roberto Carlos (este já foi destronado há décadas). Lá ele vive com suas guitarras e equipamentos-antigos-vintage-loucos-e-do-professor-pardal, e toca com bandas locais de rock, pop rock, blues, além de ter seu trabalho solo.
Os discos do cara são gravados usando os antigos gravadores de fita, em 8 canais, tudo a moda antiga. Característica essa que deixa prevalecer os timbres viscerais dos instrumentos no melhor estilo setentista. É blues da melhor qualidade misturado com estilos brasileiros (vide Pseudo-Blues), ou com os modernos sons eletrônicos (Milk-Shake de Pokémon).
Eu tenho o prazer e orgulho de ser o criador do MySpace do cara. Lá é possível assistir alguns vídeos de performances Ao Vivo, ouvir algumas músicas do trabalho solo, além de ter várias informações sobre ele.
Aroldo, seja bem vindo!
Add comment 14 dUTC Novembro dUTC 2008
Como Apresentar um TCC
Sempre via pela faculdade alunos desesperados para saber como apresentar um TCC. Na verdade eu sempre ví alunos desesperados para apresentar qualquer tipo de trabalho. Alguns por inibição e medo de falar em público… outros por estarem inseguros do que estão falando… Motivos não faltam, porém existem algumas coisas que podem ser feitas para diminuir a tensão na hora de apresentar, e outras que podem ser muto úteis para melhorar a qualidade do que se é apresentado.
Embora não tenha recebido 10 no meu TCC (foi um 9.5, me deixou satisfeito), sempre levei meus trabalhos e apresentações muito mais a sério que as provas e os estudos das matérias teóricas… Na verdade eu nunca fui de estudar como um louco as matérias da faculdade. Estudava o suficiente para passar na faculdade. Estudava como um louco as coisas que eu gostava. Transformava meus trabalhos em “experiências religiosas”.
Apresente seu trabalho como um vendedor:
1 – Primeiramente quem vai apresentar um trabalho deve conhecer muito bem o que será apresentado. Sem isso qualquer outro esforço será inválido, afinal, o público que estará te avaliando não é um grupo de amadores receptivo a qualquer coisa que se diga.
2 – Participe ativamente da escrita do trabalho. Isso realmente faz toda a diferença. Se você não sabe o que está contido em sua monografia, pode passar por situações de saia justa.
3 – Nunca seja absolutista e nunca faça afirmações. É, pode parecer extranho, mas pode ser muito ruim estar apresentando seu trabalho e ser contrariado pela banca. Já presenciei um aluno afirmar “Estou apresentando algo inédito” e um professor imediatamente retrucar “Isso existe em tal lugar igualzinho”. Não deve ser nada agradável. Ao invés de dizer “não existe”, “não pode”, “é o único”, diga “não encontramos nada do gênero”, “não conseguimos encontrar uma forma de fazê-lo”, “não encontramos nada relacionado”.
4 – Faça perguntas a sí mesmo. Na hora da apresentação sempre vem um mebro da banca e pergunta “Por que você fez assim e não assado?”, ou “Por que você disse isso ao invés disso?”. Quando se faz algo de forma não convencional, ou quando se contraria algo que foi dito por alguém tenha sempre muito cuidado, e sempre faça perguntas a sí mesmo dos porquês. Essa é uma das melhores formas de se saber se está fazendo uma grande besteira ou mesmo de conseguir bons argumentos. Bancas foram feitas para duvidar do que você faz, diz ou escreve.
5 – Não leia na hora de apresentar. Isso nos leva de volta ao primeiro item. Quando você lê o espectador se cansa, pois ele acredita que se for para ler você não precisa estar ali. Isso é o que acontece. O espectador se cansa e fica disperso. Sua apresentação foi um fiasco. Ao invés de ler, coloque palavras-chave nos seus powerpoints, isso faz com que você não se perca na apresentação.
6 – Tenha um bom roteiro. Um bom filme possui um bom roteiro, e sem isso não é possível entender o filme: primeiro explique o básico para entender o seu trabalho, o que é necessário saber para entender o que você está dizendo, esse é seu referencial teórico. Depois explique o seu trabalho e faça ganchos com o que foi dito no seu referencial. Finalmente o grande momento da história, conclua alguma coisa. Sem uma boa conclusão não adiantou escrever um calhamaço do tamanho da Bíblia, seria como assistir um filme sem final…
7 – Esteja apresentável. O que adianta chegar com um baita conhecimento mas vestido de bermuda, sandália havaianas, barba por fazer, cabelo despenteado?
8 – Seja detalhista. Você tem um Mac Book Pro e chega pra apresentar, mas a entrada do DataShow é VGA e a do seu Note é DVI. O computador onde você vai apresentar tem o Oficce 2000, mas você fez o trabalho com Oficce 2007. Estas são situações que ocorrem e prejudicam muito a qualidade de uma apresentação. Já vi uma apresentação onde três professores tiveram que se sentar em volta de um Note Book para conseguir ver a apresentação, pois não dava para ligar o mesmo no DataShow.
9 – Fale somente o necessário. Pra que você explicar para um neurologista o que é um cérebro como se ele fosse uma criança? Isso só o fará perder tempo. Saiba que quem está te avaliando sabe do que você está falando, portanto só é necessário “lembrar” a estes dos detalhes mais relevantes, todo o resto só te fará perder tempo ou tropeçar em suas próprias palavras.
10 – Deixe a platéia confortável. Evite atitudes desconsertantes, piadas, interrupções ou qualquer outro gênero de situações que possam atrapalhar seu TCC. Não pense que atender ao celular no meio da apresentação não te fará perder preciosos minutos da sua apresentação.
No dia da apresentação procure estar descansado e tranquilo, portanto não vá para a farra na noite anterior, e se estiver preocupado não adianta mais estudar, procure fazer coisas que distoem do assunto do seu TCC, como trabalhar, ir à praia ou qualquer outra coisa saudável. Tenha em mente que o que se voce vai apresentar amanhã, tudo o que será exposto já era pra ser de seu conhecimento, e algumas horas são insuficientes para fazer o que era para ter sido feito durante 4 meses.
No mais, boa sorte e sucesso!
3 comments 3 dUTC Setembro dUTC 2008
Vai tomar no Cuil!
Não entenda como ofensa o título desse post, mas é que esse é o nome do site lançado por ex-funcionários do Google para concorrer com o mesmo em buscas.
Pode ser que ele indexe mais páginas que o Google, o layout preto tenha um style diferente do que estamos acostumados, ou que ele consiga trazer resultados mais significativos, mas eu tentei acessar aqui o www.cuil.com e o tempo de resposta foi maior que 2 minutos.
Fiz uma busca pelo meu próprio nome e o mesmo não me devolveu nada. (Êta bicho sincero!)
Pra completar, sinceramente, você acha que aqui em Terra Brazilis um site com um nome desse venha à fazer sucesso? Talvez alguém acredite que seja um endereço da Brasileirinhas…
Add comment 28 dUTC Julho dUTC 2008
As armadilhas do ViewState
Desde que surgiu a idéia de desenvolver aplicações utilizando a Web, uma das principais motivações para tanto foi o fato de aplicações Web se comportarem como aplicações cliente-servidor onde os clientes se comportam efetivamente como thin-clients, sendo desnecessária a instalação de qualquer aplicação no cliente além do próprio Browser.
Surgiram linguagens cada vez mais avançadas e com elas frameworks proporcionalmente mais sofisticadas para desenvolver aplicações Web, possibilitando o acesso facilitado à bancos de dados, aumentando a produtividade, e assim proporcionando formas melhores de desenvolver tais aplicações. Uma das frameworks que surgiu foi a .NET, e esta por sua vez trouxe um recurso bastante interessante para armazenar o estado dos controles de uma página, o View State.
Em suma, o View State consiste em serializar objetos dentro do código html de uma página em uma parte específica do mesmo, criptografando os objetos que nele são armazenados. O grande problema está no fato de que muitos programadores vem utilizando o view state para armazenar objetos de negócio em detrimento do uso de recursos tradicionais como as sessões, algo que pode ser mortífero caso a complexidade desse objeto seja muito grande.
O maior argumento está no fato de que muitas vezes objetos são armazenados em sessão e nem sempre são removidos da mesma, acumulando “lixo” na memória do servidor.
Porém ocorre que, uma sessão dura o tempo que o navegador do cliente estiver aberto, ou então, o tempo estabelecido para que ocorra o timeout da mesma, e os objetos armazenados em sessão não são enviados do servidor para o cliente, não gerando tráfego na rede, e assim livrando o cliente de baixar alguns bytes ou mesmo megabytes de dados.
O problema do uso desregrado de View State se torna ainda maior quando se trabalha com persistência OO (leia-se NHibernate, Linq to SQL, DB4Objects), quando a programação se torna realmente orientada a objetos e objetos complexos são carregados do banco de dados e armazenados temporáriamente no View State. Para exemplificar imagine as seguintes situações:
- Um objeto Rua. Esse objeto possui 2 atributos, sendo estes o Id e o Nome. Se armazenarmos este objeto no View State teremos apenas um objeto simples, o que não traz maiores problemas.
- Um objeto Bairro. Esse objeto possui 3 atributos, sendos estes o Id, o Nome, e Ruas, que é uma lista de Ruas. Se supormos que este objeto Bairro contém 100 Ruas e estamos armazenando o mesmo no View State, na verdade estaremos armazenando 101 objetos. Okay, isto pode ser muito pouco, não é mesmo?
- Um objeto Cidade. Esse objeto possui 3 atributos, sendos estes o Id, o Nome, e Bairros, que é uma lista de bairros. Suponhamos que cada bairro possua 100 ruas, e que existam 93 bairros, como na cidade de São Paulo. Vamos à matemática: (100 + 1) x 93 + 1 = 9394 objetos.
Isso mesmo, 9.394 objetos para serem armazenados no código fonte do cliente.
Como um exercício sugiro o seguinte:
Crie uma página, e crie os mesmos objetos que descrevemos acima, com as mesmas propriedades, e faça um método que gere um objeto cidade contendo 93 bairros, que contenham 100 ruas cada um. Após criado este objeto armazene o mesmo na View State da sua página. Após isso veja o código HTML que foi gerado na página do cliente e procure pela tag VIEWSTATE.
Ficou muito grande?
Use o View State com muita cautela, e tenha certeza do seguinte: é muito melhor armazenar 9394 objetos na memória do servidor que enviar tudo isso para o SEU cliente.
Add comment 29 dUTC Abril dUTC 2008
O que é camarão?
Quase todos os dias eu acompanho as estatísticas desse enfadonho blog, e dia desses me deparei com uma situação extranha:
Ao olhar para os termos do motor de busca havia uma pergunta – “O que é camarão?”
A intriga vem não pelo fato de que a pessoa que parou nesse blog estava a procurar algo que não tem nenhuma relação com os assuntos aqui abordados, porém pelo falo dessa pessoa estar procurando algo que parece óbvio.
De certa forma resolvi responder a esta pergunta, mesmo que tardiamente.
Segundo o dicionário WorkPedia segue a definição:
s.m. Zoologia Nome dado a diversos crustáceos decápodes comestíveis. / Vaso de louça antigo. / Gancho que se fixa no teto para suspender lustres, armações etc.
Se a definição acima não satisfizer, ainda existem outros sites que trazem algumas informações mais precisas, como esta da Wikipedia. Não vou descrevê-la pois é muito extensa.
Na gíria de alguns também camarão pode definir a erva que contém o princípio Canabis Sativa, a popular Maconha.
Na música vem a frase “Camarão que dorme a onda leva”… da qual não sei o que significa camarão, mas também não estou interessado nisso. A única coisa que me intriga é o fato de haver no mundo uma pessoa que não tem a mínima idéia do que é camarão… Talvez seja pra isso que exista a Internet.
Add comment 18 dUTC Abril dUTC 2008




