Archive for Fevereiro, 2009

Por que me tornei à favor da Pena Capital, ou Pena de Morte

Olá,

Sou Felipe Stanzani. Além de autor desse blog eu já escrevi outros que fechei por obsolecência. Possuo apenas 2 e-mails: um pessoal, outro do trabalho. Estes são mais que suficientes para mim, acredito que seja para qualquer pessoa. Possuo uma conta gratuita no flickr, no msn, esta do wordpress e mais algumas que não me recordo no momento.

Gosto de música, filmes, história, fotos e diversas outras coisas, além de computadores.

Sou analista de sistemas, funcionário público.

Ganho o suficiente para sobreviver e agradar um pouquinho à minha família e namorada, ajudando-os com pouco, mas ajudando.

Minha família é uma família boa. Não é das mais tradicionais. Não possui nomes vultosos ou poderosos. Não é rica em posses, temos mais uns aos outros que qualquer outra coisa. O resto nos levamos à frente como maioria das famílias brasileiras.

Nunca tive dinheiro, mas nem por isso me faltou tudo o que era necessário, mas também não me foi permitido ter mais que isso também. Exceto uma vez ou outra em que pude ganhar um presente um pouco melhor. Nem sempre era o que eu gostaria ou queria, mas me deixava feliz por ter. Já me deixou feliz não ter também, pois sabia que não podia, mas ao menos eu tinha uma casa para morar e comida na mesa.

Não tenho medo de trabalho e não tenho medo de pedir um se eu precisar. E até gosto de trabalhar.. assim meu dia passa mais rápido, eu me sinto mais útil e meus momentos de lazer se tornam mais apreciáveis.

Estudei em escolas particulares de ótima qualidade. Foi o que meu pai pode me dar, foi o que ele queria que meu avô tivesse dado à ele. Não me deu muito mais que isso, mas isso foi o melhor que eu poderia ter ganhado, além da coragem e da força de vontade.

Comecei uma faculdade de direito e deixei pouco tempo após iniciado pois não me sentia vocado para isso e divergiam as opiniões entre eu e as leis absurdas e não funcionais desse país. Logo passei à fazer ciência da computação na faculdade que abriu na minha cidade. Não tinha começado antes pois não consegui vir para a capital estudar na federal e nem tinha dinheiro para vir estudar numa particular, e na minha cidade não tinha curso de Ciência da Computação. O direito parecia uma solução para eu não estacionar, e a faculdade de Ciência da Computação foi um alívio para um possível desvio de percurso.

Eu tive um bom desconto para estudar pois havia sido o primeiro colocado no vestibular.

Ao chegar na metade do curso eu percebi que nem a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, nem a faculdade UNES poderiam me dar o que eu precisava. Aquilo era demasiadamente pequeno e fraco para minhas necessidades. Logo Vitória, a Capital do Estado do Espírito Santo, me parecia o melhor lugar para eu tentar fazer minha vida. Então me comprometi de buscar um trabalho para mim e pagar meus estudos e assim fiz… Transferi meu curso para a FAESA e fui trabalhando para pagar meus estudos e meu pai ia me ajudando o quanto ele pode.

Quando meu pai não pôde mais eu quis trancar meu curso, mas minha família colocou as mãos sob meus pés e me levantou, me deu força. Cada um deu um pouco e depois consegui um trabalho melhor e ficou a gratidão do que me fizeram.

Passei dificuldade para conseguir o que consegui. Ainda não consegui tudo o que queria, mas consegui muito mais que muita gente esperava. Enfrentei preconceitos de pessoas que me desejavam o mal (elas estão por toda parte) e passei dificuldades financeiras, além da distância da minha família.

Houveram momentos que deixei de comer pois não tinha como fazê-lo.

Houveram momentos que não pude ter nada (esses foram minha vida quase toda), pois não podia ter.

Houveram momentos em que vi minha família sofrendo (e sofrendo muito).

Eu passei por tudo isso. Se Deus quiser não passarei por mais nada disso, pois me lembro dessas coisas sempre e tenho plena conciência de como é doloroso e difícil passar por isso tudo.

Agora que estou podendo começar a sonhar com a construção da minha vida, mesmo achando que vou demorar muito pra conseguir uma casa ou carro, ou mesmo uma moto, estou podendo comprar algumas coisinhas que ficaram reprimidas durante toda minha vida, coisas das quais abdiquei a vida toda por alguma necessidade maior. Não estou rico. Ganho pouquissimo mais que o que eu preciso pra sobreviver.

Ontem eu comprei um celular para mim pois o meu está bem ruim. Hoje eu fui assaltado.

O FILHO DA PUTA ME LEVOU O CELULAR E MAIS R$ 40,00.

Eu trabalhei para comprar. Eu sofri uma vida para comprar. Eu lutei pra ter condições de comprá-lo. Um homem qualquer que não me conhece, que não sabe nada que passei, que não sabe quanto custou conseguir aquela pouca coisa levou de mim o que eu tive dificuldades para conseguir.

Obrigado. Agora lutarei para que você, ladrão filho da puta, morra. Que você tenha o que você merece. Sabe por que, ladrão filho da puta?

Por que eu sei que se você apenas for preso, você vai ser solto logo depois.

Por que eu sei que você vai ensinar a outros a maldita arte de surrupiar o alheio.

Por que eu sei que eu provávelmente não fui o primeiro a ser assaltado pelas suas malditas mãos.

Por que eu provávelmente não serei o último.

Eu quero que o Brasil seja IGUAL a China ou Rússia, onde um vagabundo como esses não vai custar nada para o governo. Pois no Brasil um vagabundo como esses custa mais que um universitário. Na verdade por que são doutores. Vão para os presídios para se aperfeiçoarem em tirar de pessoas e bem o que elas sofreram ou lutaram para conseguir. Pois eles tiram de pessoas de bem o que elas conseguiram com trabalho e garra, e utilizam de tais coisas sem saber quanto custam.

No Brasil uma menina é sequestrada e a polícia luta para que a integridade de todos seja mantida, inclusive do bandido, do sequestrador. Na Rússia a polícia cuida pra que o bandido filho da puta MORRA, doa a quem doer, inclusive aos sequestrados. Lá o bandido se fode de qualquer jeito. Se ele sequestra não há negociação, há invasão e ele MORRE. Lá um cara só sequestra se quiser se vingar e cometer suicídio. Lá os indices de sequestro são infimos.

A pena de morte não vai resolver tudo. Claro que não. Mas a falta dela é insustentável!

O sistema penintenciário brasileiro não reabilita ninguém, só traz aos presos um pouco mais de raiva, ódio, coragem. Estes mesmo assim custam mais que estudantes universitários.

As penitenciárias estão lotadas.

A polícia não consegue tomar conta dos seus cidadãos. São policiais despreparados. É uma polícia sem armas. É uma polícia que muitas vezes não tem dinheiro para abastecer suas viaturas. São policiais que ganham mal e acabam se corrompendo.

Além disso o governo numa atitude ridícula e descabida tornou praticamente impossível o porte de armas no Brasil.

Cara! Eu to muito revoltado! Muito mesmo!

Eu quero ter uma arma e matar bandido!

Eu quero ver o sangue deles jorrando!

Me perdôem os caras dos direitos humanos, mas esses caras NÃO SÃO HUMANOS. Eles não merecem nem a sociedade protetora dos animais. Eles merecem um descanso agradável nos braços do mestre dos anjos decaídos.

Boa noite. Esse é meu manifesto de revolta.

Add comment 2 dUTC Fevereiro dUTC 2009


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